03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2788 Resumo encontrados. Mostrando de 1511 a 1520


PN-R0182 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 13

GRADUANDOS DE ODONTOLOGIA NA ATENÇÃO EM SAÚDE BUCAL À PACIENTES TRANSGÊNERO: O OLHAR DO ESTUDANTE
Maria Luiza da Matta Felisberto Fernandes, Saul Martins Paiva
Saúde bucal da criança e do adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi conhecer a percepção de graduandos de odontologia, sobre as competências no atendimento odontológico a pacientes transgêneros. Convidou-se todos os 175 alunos que cursavam o último ano do curso de odontologia de uma faculdade particular na cidade de Belo Horizonte, Brasil. Um questionário on line construído na plataforma google forms foi encaminhado aos estudantes por e-mail. O questionário versou sobre informações demográficas e sobre a experiência no atendimento a pacientes transgêneros, o acesso das minorias de gênero ao atendimento odontológico na faculdade e na rede pública de atenção à saúde. Além de questões estruturadas também havia espaço para a justificativa das respostas. Cento e cinquenta alunos responderam à pesquisa, 80% do gênero feminino, 20% masculino, dentro estas 14 alunas transgênero e 2 alunos transgênero. A faixa etária predominante foi de 20-30 anos (87,2%). A maioria dos estudantes (86,6%) nunca atendeu um paciente transgênero, 39,5% acreditavam que o acesso destes pacientes é mais difícil nas instituições de ensino e nos serviços públicos de saúde bucal por barreiras sociais, emocionais dos pacientes e/ou dos profissionais. A maioria dos alunos (80%) disseram não se sentirem preparados para o atendimento. Foram apontadas fragilidades no ensino em discussões sobre tratamento inclusivo, comunicação efetiva e respeitosa, abordagens e treinamento no sistema de referência em saúde e a contribuição do odontólogo no bem-estar dos pacientes trans.

Os resultados expõem fragilidades no processo formativo profissional do cirurgião dentista para lidar com a diversidade de gênero.

PN-R0206 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Conhecimento, atitudes e práticas de profissionais da atenção primária à saúde ante suspeitas de maus-tratos contra crianças
Waleska Fernanda Souto Nóbrega, Paula Falcão Carvalho Porto de Freitas, Sarah Fernandes Assis Gadelha Botêlho Leonel, Ana Beatriz Dantas Nogueira, Danilo Vieira Barbosa, Gustavo Correia Basto da Silva
Odontologia Social e preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A pesquisa investigou conhecimentos, atitudes e práticas de médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) em Campina Grande-PB, frente a suspeitas de abuso físico e maus-tratos infantis. Participaram 155 profissionais atuantes na Estratégia de Saúde da Família. Utilizou-se questionário validado por Silva-Oliveira et al. (2014), aplicado entre setembro e dezembro de 2024. A análise estatística foi realizada no IBM SPSS 21.0, aplicando-se o teste Qui-quadrado de Pearson e a árvore de decisão. O estudo foi aprovado pelo Comitê de ética em pesquisa do HUAC/UFCG (parecer nº 7.110.427). A maioria era do sexo feminino (77,4%), com média de idade de 35,65 anos e até 10 anos de atuação na APS. Cerca de 58,1% possuíam pós-graduação, sendo 38,7% em saúde coletiva/pública ou da família. No último ano, 20,6% relataram ter identificado casos suspeitos, mas apenas 7,1% notificaram. As principais barreiras mencionadas para o registro foram medo (82,6%), conhecimento insuficiente (81,3%) e falta de confidencialidade (60%). As variáveis com maior influência na decisão de notificar foram: pós-graduação em saúde materno-infantil (p<0,001), ser médico (p<0,044) e tempo de trabalho entre 21 e 30 anos (p<0,001).

A notificação de suspeitas de abuso físico infantil ainda é um desafio complexo, que vai além do conhecimento técnico, envolvendo fatores pessoais, institucionais e éticos. Embora médicos com mais experiência e formação específica estejam mais propensos a notificar, persistem barreiras como medo, insegurança sobre a confidencialidade e desconhecimento do fluxo. Isso reforça a necessidade de ampliar a capacitação, o suporte e os protocolos institucionais, garantindo um ambiente seguro para a tomada de decisão.

PN-R0220 - Painel Efetivo
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Avaliação do letramento em saúde por cuidadores de pessoas com trissomia do 21
Renata Santos Belchior de Barros, Thais Maria Freire Fernandes, Paula Vanessa Pedron Oltramari, Danielle Gregorio, Roberto Bespalez Neto, Laís Salomão Arias
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO E DA REGIÃO DO PANTANAL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o letramento em saúde (LS) é importante para auxiliar no direcionamento de ações educativas na promoção de saúde focados nos cuidadores de pessoas com Trissomia do 21. Avaliou-se o grau de LS de 30 cuidadores de pacientes da Policlínica da graduação em Odontologia da UNIDERP em Campo Grande/MS, a partir de dois instrumentos semiestruturados. O primeiro identificou o perfil sociodemográfico dos cuidadores, e o segundo correspondeu à versão brasileira do Health Literacy Questionnaire (HLQ-Br). O teste não paramétrico de Mann Whitney foi usado para comparar as categorias de faixa de idade, hábito de leitura, escolaridade e renda em relação aos escores de letramento em saúde nas nove escalas do instrumento HLQ-Br. A maioria dos cuidadores entrevistados (96,7%) eram mães, e aproximadamente um terço eram idosos com mais de 60 anos (36,7%). Os que apresentaram menor grau de escolaridade e menores rendas pessoal e familiar tiveram os menores desempenhos nas dimensões do LS (p≤0,05; d≥0,80). A ausência do hábito de leitura acompanha baixos índices de LS (p=0,0108, d=1,17), e podem sugerir a necessidade do desenvolvimento de outras formas e métodos de comunicação e educação em saúde para grupos com esta carência para além da forma escrita.

Conclui-se que o perfil socioeconômico dos cuidadores de pacientes com T21 afetou diretamente o seu LS o que, consequentemente pode impactar de forma negativa os cuidados com a saúde do próprio cuidador e da pessoa com T21 sob seus cuidados.

PN-R0224 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 15

Associação em participação em práticas religiosas e cárie dentária em adolescentes vulneráveis
Gabriela de Figueiredo Meira, Rharessa Gabrielly Ferreira Mendes, Leonardo Trench, Adriana Maria Fuzer Grael, Maria Julia Pereira Euzebio, Ana Virginia Santana Sampaio Castilho, Mario Vianna Vettore, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres
pós graduação UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A participação em grupos religiosos é um tipo específico de rede social onde há reciprocidade de apoio social entre seus membros, e tem sido associada a melhores desfechos em saúde bucal. O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre participação em grupos religiosos, escolaridade materna e cárie dentária. Este estudo transversal avaliou uma amostra aleatória em duplo estágio de 254 adolescentes de 15 a 16 anos de idade matriculados na rede pública de Bauru, São Paulo. A cárie dentária foi avaliada por meio do Índice CPO-D. Os participantes responderam à um questionário sobre participação em grupos religiosos, autoestima (Escala de Rosemberg), escolaridade materna, sexo e cor da pele. A análise estatística foi realizada por meio de modelos de regressão de Poisson univariada e multivariada. O CPO- D médio foi 2,12±2,57. Na análise ajustada, os adolescentes cujos pais tinham baixa escolaridade (RP= 5,49; IC95% 2,54-11,83; p<0,001), e que não participavam de grupos religiosos (RP=1,43; IC95% 1,07-1,92; p<0,05) apresentaram níveis mais elevados de cárie dentária.

Os resultados indicam que a prática religiosa e a maior educação materna podem resultar em uma menor ocorrência da cárie dentária entre adolescentes vulneráveis.

(Apoio: FAPESP  N° 2022/05123-2  |  FAPESP  N° 2023/07554-3  |  CNPq - FAPESP  N° 302002/2022-7)
PN-R0230 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 16

Determinantes sociais, consumo de açúcar, doenças bucais e depressão: evidências de um quadro sindêmico na gestação
Izabel Cristina Vieira de Oliveira, Alicia Moreno Ferreira, Lorena Lúcia Costa Ladeira, Luiza de Jesus Queiroz, Erika Barbara Abreu Fonseca Thomaz, Cláudia Maria Coêlho Alves, Cecilia Claudia Costa Ribeiro
PPGO UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A gestação é um período crítico, durante o qual o impacto de estressores ambientais são ainda maiores e resultam em agravos que, ao interagirem de forma sinérgica, podem ter implicações duradouras para a saúde das mulheres e de seus filhos. Analisamos a presença de um quadro sindêmico na gestação, envolvendo determinantes sociais, dieta não saudável, depressão e doenças bucais. O estudo observacional, realizado com dados da coorte de pré-natal BRISA em São Luís, avaliou gestantes entre 22 e 25 semanas de gestação (N=1447). No modelo, a menor situação socioeconômica, variável latente deduzida da renda, escolaridade, classe econômica e ocupação foi mais distal, aumentando exposições de risco como o consumo de bebidas ricas em açúcares e influenciando a depressão (escala CES-D), a cárie (índice CPOD) (Modelo 1) e a condição periodontal (PS ≥4, SS, NIC ≥4) (Modelo 2). As múltiplas associações foram estimadas por Modelagem de Equações Estruturais. No Modelo 1, maior renda familiar protegeu da cárie (SC=-0,167; p<0,001); e maior consumo de refrigerantes associou-se à depressão (SC=0,174; p<0,001) e à cárie (SC=0,042; p=0,045). Neste modelo, também foi observada correlação entre depressão e cárie (SC=0,068; p=0,038). No Modelo 2, o consumo de refrigerantes associou-se à depressão (SC=0,174; p=0,001) e à doença periodontal (SC=0,102; p=0,018). Houve ainda uma associação indireta entre consumo de refrigerantes e doença periodontal via depressão (SC=0,152; p<0,001). Por fim, observou-se forte correlação entre depressão e doença periodontal (SC=0,874; p<0,001).

Existe um quadro sindêmico na gestação, com o agrupamento de depressão, cárie e doença periodontal, tendo a vulnerabilidade social e o consumo de refrigerantes como causas comuns.

(Apoio: CNPq  |  FAPs - FAPEMA  |  Ministério da Saúde)
PN-R0235 - Painel Efetivo
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 16

Avaliação da altura da cadeira odontológica na eficácia da realização das manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP)
Natália Bessa Moura Neves, Juliana Cama Ramacciato, Vandressa de Marco, Henrique Ballassini Abdalla, Rogério Heládio Lopes Motta
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Embora as diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) recomendem a realização das manobras em superfície rígida e plana, episódios de parada cardiorrespiratória podem ocorrer no ambiente odontológico. No entanto, ainda não há consenso quanto à eficácia da RCP realizada na cadeira odontológica, especialmente em relação à altura e ao posicionamento adequados para garantir compressões torácicas eficazes. Desta forma, este estudo teve como objetivo avaliar a qualidade das manobras de RCP realizadas por cirurgiões-dentistas (n=30) previamente treinados, utilizando manequim simulador (Ressusci Anne Simulator - LAERDAL®) em diferentes condições: G1 - na cadeira odontológica com o tórax do manequim na altura média da coxa do socorrista; G2 - na cadeira odontológica com altura livremente ajustada pelo socorrista; e G3 - com o manequim posicionado no chão. Cada voluntário realizou, em ordem aleatória, 2 minutos de RCP com 30 compressões e 2 ventilações por ciclo em cada uma das três condições experimentais. O desempenho foi avaliado pelo software Session Viewer®, considerando os seguintes parâmetros: frequência de compressões por minuto, proporção de compressões de alta qualidade, profundidade média das compressões, proporção de liberações torácicas completas e qualidade das ventilações. Os dados foram analisados por meio dos testes de Friedman e Qui-quadrado, com nível de significância de 5%. Os resultados mostraram desempenho inferior em G2 (p<0,05), com melhora significativa nos parâmetros avaliados nas condições G1 e G3 (p>0,05).

Os resultados sugerem que a realização de manobras de RCP na cadeira odontológica pode ser tecnicamente viável, desde que respeitada uma altura adequada para a execução das compressões torácicas.

PN-R0243 - Painel Efetivo
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 16

Tratamento odontológico de paciente com Transtorno do Espectro do Autismo, cifoescoliose e hidrocefalia
Smyrna Luiza Ximenes de Souza, Isa Jane Galvão Pimentel, William Alves de Melo Junior
ODONTOLOGIA CENTRO UNIVERSITÁRIO - UNIFACISA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Relato de caso clínico de paciente do sexo masculino, seis anos de idade, com diagnóstico de transtorno do espectro do autismo nível um de suporte, cifoescoliose e hidrocefalia, além de histórico de traumas hospitalares decorrentes de múltiplas cirurgias (corpectomia e artrodese torácicas). O caso destaca a importância de um manejo comportamental delicado, humanizado e atento, com envolvimento parental fundamental para superar barreiras relacionadas ao medo do atendimento odontológico. O relato foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFACISA. O paciente apresentava hábitos deletérios de sucção de chupeta, mordedura dos lábios e bruxismo, além de fenda palatina submucosa, úvula bífida, retardo de irrupção dentária, palato atrésico e mordida cruzada posterior. Optou-se inicialmente pela colagem de braquetes em 31 e 41 para fechamento do diastema e facilitação da irrupção de 32 e 42, deixando a disjunção palatina para um segundo momento, após a irrupção de 16 e 26, que sustentarão as bandas ortodônticas. Devido à perda precoce de 51 e 61, houve fibrose gengival e retardo de irrupção de 11 e 21, sendo realizada ulectomia nesta região. Todas as consultas incluíram manejo comportamental com técnicas de falar-mostrar-fazer, dessensibilização, reforço positivo, além de orientação de higiene bucal e profilaxia. Conclui-se que a atenção aos detalhes no atendimento ao paciente com deficiência é essencial para contemplar a complexidade de suas condições.

Conclui-se que a atenção aos detalhes no atendimento ao paciente com deficiência é essencial para contemplar a complexidade de suas condições.

PN-R0256 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

Fatores Associados à Dor Orofacial em Adolescentes Brasileiros
Veruska Medeiros Martins Bernardino, José Lima Silva Júnior, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes, Ana Isabella Arruda Meira Ribeiro, Matheus de França Perazzo, Edja Maria Melo de Brito Costa, Ana Flávia Granville-garcia
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo analisar os fatores associados à dor orofacial em adolescentes brasileiros. Para isso, utilizaram-se os dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal de 2023 (SB Brasil 2023). A amostra foi composta por 6.754 adolescentes entre 15 e 19 anos, excluindo-se os que utilizavam aparelho ortodôntico. Foram consideradas variáveis sociodemográficas, condições de saúde bucal e os componentes da escala Oral Impact on Daily Performance (OIDP). Razões de prevalência brutas e ajustadas foram estimadas por meio de regressão de Poisson com variância robusta (α = 0,05). A prevalência de dor orofacial em adolescentes foi de 14,67% (IC 95%: 12,45 - 16,89). A intensidade média da dor, numa escala de 0 a 10, foi de 6,3 (IC 95%: 5,94 - 6,66). A análise multivariada revelou associação da dor orofacial com raça/cor não branca (RP: 1,20; IC 95%: 1,01 - 1,40), autoavaliação da saúde bucal como regular, ruim ou muito ruim (RP: 1,40; IC 95%: 1,10 - 1,80), dificuldade para comer (RP: 1,60; IC 95%: 1,30 - 1,90), nervosismo ou irritação relacionados a problemas bucais (RP: 1,30; IC 95%: 1,01 - 1,60) e vergonha de sorrir (RP: 1,20; IC 95%: 1,01 - 1,40).

Conclui-se que a dor orofacial em adolescentes brasileiros foi influenciada pela raça/cor não branca, pela percepção negativa da saúde bucal e pelos autorrelatos de dificuldade para comer, nervosismo ou irritação relacionados a problemas bucais, além de vergonha ao sorrir.

PN-R0263 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

CASEU e a assistência odontológica da FAO-UFMG ao SUS-BH: trajetória e consolidação dos atendimentos clínicos entre 2018 e 2024
Andreia Maria Araujo Drummond, Andressa Cristine Buranhaem Viana, Lumena Thais Vimieiro Melo, Sandra Duarte Alves, Jessica Maura Borges E. Souza, Helena Maria Maciel Fernandes, Patrícia Valente Araújo , Carolina Nemesio de Barros Pereira
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Centro de Acolhimento, Seleção e Encaminhamento do Usuário (CASEU) organiza o acesso aos atendimentos clínicos realizados na Faculdade de Odontologia da UFMG (FAO-UFMG), em articulação com o SUS-BH. Este trabalho apresenta a evolução dos atendimentos nas disciplinas clínicas entre 2018 e 2024. O número de pacientes atendidos passou de 4.705 em 2018 para 9.512 em 2024, mais que dobrando no período. Os anos de 2020 e 2021 registraram queda acentuada devido à pandemia, sendo seguidos por retomada progressiva e ampliação da assistência. Destacam-se, em volume de atendimento, a Clínica de Atenção Integral ao Adulto, além das clínicas de Cirurgia, Endodontia e Periodontia. Em 2024, foi fortalecida a articulação da contra-referência entre docentes e discentes das clínicas de atenção especializada, consolidando o papel da FAO como ponto estratégico de atenção secundária em saúde bucal na rede SUS-BH. Nessas clínicas, o acesso ocorre quase exclusivamente por meio do sistema de regulação da Prefeitura de Belo Horizonte (SIGRAH), o que reforça o vínculo institucional com a rede pública de saúde.

Os dados demonstram a relevância da FAO-UFMG como espaço formador e prestador de serviço, com articulação efetiva com o SUS-BH. A integração entre acolhimento, regulação e atenção especializada fortalece o papel da universidade pública como parceira estratégica do sistema de saúde, promovendo acesso qualificado e contribuindo para a formação crítica dos estudantes no cuidado integral em saúde bucal.

PN-R0264 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 01/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 17

Projeto de Acolhimento aos Usuários da FAO-UFMG: resultados do segundo semestre de 2024
Carolina Nemesio de Barros Pereira, Giane Marise de Souza Ramos, Kamilla Faria Maciel, Valquiria Correa Pontes, Helena Maria Maciel Fernandes, Vera Lúcia Reis, Patrícia Valente Araújo , Andreia Maria Araujo Drummond
ODONTOLOGIA RESTAURADORA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

No segundo semestre de 2024, com a retomada do fluxo de atendimento normalizada pós pandemia, o Projeto de Acolhimento aos Usuários da Faculdade de Odontologia da UFMG passou por redimensionamento em virtude do retorno do manuseio dos prontuários diretamente nas clínicas, após reforma estrutural. A equipe contou com uma bolsista, 36 discentes voluntários no acolhimento, 44 no processamento radiográfico, 14 professores orientadores e uma professora voluntária. Nesse período, foram realizados 588 acolhimentos, com resoluções e encaminhamentos para diferentes disciplinas clínicas, destacando-se Atenção Integral ao Adulto I (50), Cirurgia (40), Endodontia (17), Dentística (25), Prótese (60) e UBS (101). Os pacientes direcionados à UBS são orientados a procurar sua unidade de referência para continuidade do cuidado e, se necessário, serem incluídos no sistema de regulação municipal, podendo ser atendidos futuramente na FAO ou em outro ponto especializado da rede. Também houve encaminhamentos para Estomatologia, Atenção à Criança, Adolescente e ao Idoso, Periodontia, Prevenção à Cárie e Urgência Odontológica (32). Além disso, foram processadas 4.476 radiografias intrabucais.

A escuta qualificada é um instrumento de humaniza a atenção aos usuários e permite maior compreensão da trajetória terapêutica no atendimento clinico em uma instituição de ensino de Odontologia. Os dados reforçam o papel do acolhimento clínico como eixo articulador entre triagem, planejamento e encaminhamento qualificado. A articulação entre discentes, docentes e coordenação fortalece a resolutividade assistencial, a integração com o SUS-BH e a formação em serviço voltada ao cuidado integral em saúde bucal.

(Apoio: PROEX)



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