03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2025

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


Resultado da busca [Siglas PNe0789 a PNe0985 ]
 187 Resumo encontrados. Mostrando de 131 a 140


PNe0936 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 06/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Comparativo da Pesquisa SB Brasil 2010 e 2023: Cárie e autopercepção de saúde bucal em pessoas idosas
Geanny Carolline Pereira Leão, Isabella de Miranda Cardoso, Fernanda Lopez Rosell, Tânia Adas Saliba, Aylton Valsecki Junior
Odontologia Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O projeto SB Brasil, projetado pela Política Nacional de Saúde Bucal, trata-se de um levantamento epidemiológico transversal que reúne informações sobre as condições de saúde bucal nas macrorregiões do Brasil. Seu principal objetivo é avaliar a saúde bucal da população em suas diversas faixas etárias, analisando a prevalência de doenças bucais e as condições dentárias, tal como a incidência de cárie na população idosa, que será avaliada neste estudo. Os dados coletados no projeto são imprescindíveis para que, a partir de seu tratamento e análise, verifique-se as prioridades para implementação de melhorias no tratamento da saúde bucal da população pelos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde, bem como a repercussão destas condições para a qualidade de vida das pessoas idosas. Entre os dados coletados nos anos de 2010 e 2023, observou-se através de uma análise comparativa das informações obtidas pela pesquisa, melhorias nas condições de saúde bucal da população idosa, com a diminuição da incidência de cárie em 3,98%, além do aumento médio percentual de 1,6% no número de idosos satisfeitos e diminuição média percentual de 14,3% de idosos insatisfeitos com a saúde da boca, segundo indicadores de autopercepção de saúde bucal a nível nacional.

A análise comparativa do estudo realizado em 2010 e 2023 viabiliza a percepção de melhorias nas condições de saúde bucal em idosos, além de sinalizar para um cenário favorável à projeção de ações em saúde para a pessoa idosa, contemplando a formulação de políticas públicas de saúde bucal e a manutenção de um processo saúde-doença adverso ao desenvolvimento da cárie e de agravos em saúde bucal em senis a partir de iniciativas que emergem da gestão do Sistema Único de Saúde.

PNe0937 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 06/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Indicadores de urgência odontológica e dor dentária no município de Igarapé-MG
João Ângelo Rodrigues Neto, Andreia Maria Araujo Drummond, Kevan Guilherme Nóbrega Barbosa
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se monitorar quatro indicadores relacionados ao acesso aos serviços e à vigilância em saúde bucal no município de Igarapé-MG. Realizou-se um estudo observacional, epidemiológico e ecológico de natureza retrospectiva. A pesquisa utilizou dados de acesso aberto desagregados em nível municipal, provenientes do SISAB, dispensando, portanto, apreciação ética. O monitoramento abrangeu os anos de 2021 a 2024, período completo de uma gestão municipal. Foram elaboradas séries temporais, com aplicação da técnica de suavização por média móvel de três períodos. A normalidade das séries, foi aferida pelo teste de Shapiro-Wilk. Empregou-se a estatística não paramétrica por meio do teste de Mann-Kendall, com nível de significância de 5%. As taxas médias de urgência e dor dentária na população total cadastrada foram de 4,07 e 2,21 por 1.000 usuários, respectivamente. Observou-se que 54,16% da demanda espontânea correspondiam a urgências, e 55,24% dos atendimentos de urgência estavam relacionados à dor dentária. A análise inferencial revelou uma tendência crescente para a taxa de urgência (correlação de Kendall = 0,45; p < 0,001), para a taxa de dor de dente (correlação de Kendall = 0,31; p = 0,002) e para a proporção de urgência na demanda espontânea (correlação de Kendall = 0,46; p < 0,001). A proporção de dor na urgência foi o único indicador que não apresentou variação temporal significativa (correlação de Kendall = -0,15; p = 0,13).

Os resultados sugerem a necessidade de aprimorar a atenção à saúde bucal, face ao aumento dos atendimentos de urgência e ao agravamento dos casos de dor dentária. A gestão municipal poderia considerar a estruturação de serviços de especialidades como forma de reduzir a sobrecarga na atenção primária

PNe0938 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 06/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Fatores de risco comuns para doenças não transmissíveis em escolares apresentam impacto bucal após mais de 10 anos
José Moacir Marques da Costa Junior, Stefany Duarte Dos Anjos, Joao Paulo Steffens
Departamento de Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As associações de fatores de risco comuns para doenças crônicas não transmissíveis com marcadores de saúde bucal têm sido demonstradas, majoritariamente, em estudos transversais. O objetivo do presente estudo foi avaliar, longitudinalmente, o impacto da inatividade física, má nutrição, qualidade do sono, tabagismo e uso excessivo de álcool, em jovens escolares, sobre a saúde bucal após mais de 10 anos. Os dados de 6.504 participantes, de 11 a 19 anos, foram obtidos da Plataforma National Longitudinal Study of Adolescent to Adult Health dos Estados Unidos (Add Health), utilizando-se dados da 1ª (fatores de risco comuns) e 4ª onda (variável dependente: autorrelato de doença gengival ou perda dental por cárie ou doença periodontal), distantes 13-14 anos entre si. Testes de regressão logística binomial multivariados, ajustados para sexo, idade e cor, foram utilizados para se estimar as razões de incidência (IRR). A amostra final foi composta por 5.114 participantes (sexo feminino 51,8%). Adolescentes fisicamente ativos, que consumiam vegetais e não fumavam apresentaram proteção de 42, 48 e 38%, respectivamente (p<0,05). Não houve associações estatisticamente significativas com fatores relacionados ao sono e uso excessivo de álcool.

Concluiu-se que hábitos de vida saudáveis durante a adolescência contribuem como fator de proteção para doenças crônicas não transmissíveis bucais e, consequentemente, para melhor condição de saúde bucal, a longo prazo.

PNe0939 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 06/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Fatores sociodemográficos associados à presença de alteração periodontal em adolescentes e jovens brasileiros
Laura Maria de Almeida Martins, Lucas Xavier Bezerra de Menezes, Armando Cabral de Lira Neto, Rênnis Oliveira da Silva, Isla Camilla Carvalho Laureano, Yuri Wanderley Cavalcanti, Bianca Marques Santiago
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se analisar os fatores sociodemográficos associados à presença de alterações periodontais em adolescentes e jovens, utilizando dados secundários da pesquisa SBBrasil 2023. Trata-se de estudo transversal com estratificação etária (12 anos: adolescentes; 15 a 19 anos: jovens). A variável dependente foi a presença de alteração periodontal; as independentes incluíram: região, sexo, raça/cor, alfabetização e renda familiar mensal (em salários mínimos - SM). Utilizou-se a regressão logística binária para estimar razões de chance (OR), sendo adotado nível de significância de 5%. Comparativamente a região Centro-Oeste, o Sul apresentou maior chance de alteração periodontal (Adolescentes: OR=1,837; p<0,001; Jovens: OR=1,911; p<0,001); o Norte (OR=1,364; p<0,001) e Nordeste (OR=1,244; p=0,008) foram significativos apenas aos adolescentes; e o Sudeste (OR=1,213; p=0,034) apenas entre os jovens. Adolescentes do sexo masculino tiveram menor chance frente às do sexo feminino (OR=0,803; p<0,001), enquanto entre jovens, a chance foi maior (OR=1,333; p<0,001). A alfabetização foi fator protetivo apenas entre jovens (OR=0,585; p=0,018). Entre estes, pretos (OR=1,222; p=0,010), pardos (OR=1,150; p=0,014) e indígenas (OR=2,721; p=0,044) apresentaram maior chance de alteração, em comparação aos brancos. A renda familiar de 5 a 10 SM associou-se a menor chance em ambos os grupos (Adolescentes: OR=0,544; p<0,001; Jovens: OR=0,588; p=0,018), em comparação a até 1 SM.

Fatores sociodemográficos como região geográfica, sexo e renda familiar influenciaram a saúde periodontal. A maior vulnerabilidade de determinados grupos evidencia a necessidade de estratégias públicas focadas na promoção da equidade em saúde bucal.

(Apoio: INCT  N° 406840/2022-9INCT)
PNe0940 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 06/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

IMPACTO DA FOTOBIOMODULAÇÃO COM LASER VS. LED NA PREVENÇÃO DE MUCOSITE ORAL E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS - ENSAIO CLÍNICO
Davi Valentim Oliveira, Matheus Vieira Nascimento, Matheus Loíky Sampaio de Souza, Thalisson Miranda Pires, Rayrah Kayane Santos Moreira, Conceição Aparecida Machado de Souza Campos, Paulo Goberlânio de Barros Silva, Karina Matthes de Freitas Pontes
Departamento de Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O trabalho tem como objetivo comparar a incidência de mucosite oral (MO) e a qualidade de vida (QoL) em pacientes submetidos à fotobiomodulação (FBM) intraoral realizada com LASER ou LED durante o tratamento de tumores de cabeça e pescoço (CP). Para isso, realizou-se um ensaio clínico, randomizado, duplo cego, fase II de desenho paralelo. Incluíram-se pacientes >18 anos, ambos os sexos, com câncer primário em CP no ínicio do tratamento com rádio- ou quimiorradioterapia. As intervenções foram realizadas com LASER (660 nm) ou LED (630 nm) usando fluência de 6,2 J/cm² por ponto. A incidência geral de MO (escala Organização Mundial da Saúde) e MO severa (grau 3 e 4) foi comparada entre os grupos utilizando o teste exato de Fisher (α=0,05). A QoL foi mensurada pelo questionário da Universidade de Washington, e as pontuações foram analisadas pelos testes ANOVA de medidas repetidas e pós teste de Bonferroni (α=0,05). Foram incluídos 37 pacientes (32 homens, 5 mulheres; idade média= 65,4 anos;19 LASER, 18 LED). A incidência geral de MO foi de 31.58% (6) para LASER e 44.44% para LED, sem diferença estatisticamente significante entre os grupos (p= 0,420). Não houve diferença estatisticamente significante entre LASER e LED na incidência de MO severa (p>0,9) bem como na QoL (p=0,9).

Por fim, a FBM com LED pode se configurar como uma alternativa à FBM com LASER na prevenção de MO em pacientes sob tratamento oncológico para tumores de CP sem ônus à qualidade de vida.

PNe0941 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 06/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Influência de protocolos de fotobiomodulação na prevenção de disgeusia induzida por quimioterapia em pacientes com câncer de mama
Iury Raphael Sousa Cunha, Antonia Natasha Tavares Cavalcante Reboucas, Mikaele Zizuino da Silva, Gladyson Lucas Rodrigues Aguiar, Cássia Emanuella Nóbrega Malta, Janderson Fernando da Silva, Lais Oliveira de Castro Barroso, Paulo Goberlânio de Barros Silva
Odontologia INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar e acompanhar longitudinalmente um grupo de pacientes com câncer de mama e analisar diferentes protocolos de fotobiomodulação realizado com o Laser de Baixa Potência (LBI) para prevenção da disgeusia relacionada à quimioterapia antineoplásica. Realizado entre 2021 a 2023, consiste em um ensaio clínico de fase III, randomizado, triplo cego, de não inferioridade, controlado por seus respectivos placebos, composto por três grupos de estudo (n=60/grupo): o primeiro recebendo LBI nos protocolos Vermelho (V) e Infravermelho (IV), o segundo recebendo somente no comprimento de onda V e placebo IV e o terceiro com o comprimento de onda IV e placebo V, os comprimentos de onda utilizado foram 2J de luz V e 3J de luz IV em 23 pontos simetricamente distribuídos na língua. Dados clínico-patológicos, sociodemográficos, exames hematológicos, análise gustativa objetiva e subjetiva de sabor (escalas EVA, CTCAE e STTA) foram coletados. Os dados foram expressos em forma de frequência absoluta e percentual ou média e desvio-padrão, comparados pelos testes qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher e Kruskal-Wallis ou Friedman/Dunn, respectivamente (p<0,05, SPSS 20.0 para Windows). As análises gustativas de forma objetiva (p<0,05) e subjetiva (p<0,001) do paladar foram inferiores nos grupos V ou Iv.

Os protocolos V ou IV se mostraram inferiores ao protocolo de fotobiomodulaçao com laser V+IV. Porém, ainda não se sabe se essa resposta está relacionada com a quantidade de energia (5J) ou o comprimento de onda (V/IV) depositado sobre o tecido e sua relação com a condução neural.

PNe0942 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 06/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Mucosite Oral e Qualidade de Vida de pacientes adultos sob tratamento antineoplásico no Hospital das Clínicas da UFMG: um estudo transversal
Pedro Henrique Gonçalves Ferreira, Flávio de Freitas Mattos, Gabriella Guerra Freire Gabrich Fonseca, Natália Silva de Meira, Celia Regina Moreira Lanza, Tarcília Aparecida da Silva, Lucas Guimarães Abreu, Denise Vieira Travassos
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A mucosite oral, efeito adverso comum das terapias antineoplásicas, caracteriza-se por inflamação e ulceração da mucosa, afetando funções fisiológicas, nutrição e a qualidade de vida dos pacientes oncológicos. Este estudo transversal investigou a associação entre a gravidade da mucosite oral e a qualidade de vida de pacientes em tratamento antineoplásico, utilizando o instrumento Oral Mucositis Quality of Life (OMQoL), versão brasileira adaptada e reduzida (17 questões). A amostra foi composta por pacientes adultos atendidos no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), Belo Horizonte/MG, no período de março de 2024 a abril de 2025. Foram coletados dados sobre diagnóstico clínico, modalidade terapêutica, grau de mucosite (OMS) e informações sociodemográficas. Observou-se maior prevalência de mucosite grau II e III entre os pacientes participantes que desenvolveram as lesões. As associações entre a gravidade da mucosite e os domínios do OMQoL foram analisadas por testes não paramétricos (p<0,05), com destaque para a significância estatística em todos os domínios avaliados: sintomas (p=0,001), dieta (p=0,003), função social (p=0,001), deglutição (p=0,001) e escore total (p=0,001), evidenciando o impacto direto da gravidade da mucosite na qualidade de vida dos pacientes.

Os resultados reforçam que a mucosite oral compromete significativamente a qualidade de vida, com efeito crescente à medida que as lesões e a gravidade da condição se intensificam. Destaca-se a necessidade de estratégias eficazes de prevenção, monitoramento e manejo clínico, essenciais para minimizar os impactos da condição, evitar interrupções no tratamento e garantir uma trajetória terapêutica mais segura e humanizada.

PNe0943 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 06/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Entre Avanços e Obstáculos: Grau de Implementação e Fatores Críticos no Força Tarefa de Enfrentamento à Cárie Dentária no estado de São Paulo
Luana Camila Brisolla Ferreira, Amanda Iida Giraldes, Hadassa Barros de Pieri, Giulia Vaz da Silva, Maristela Honório Cayetano, Maria Fernanda Tricoli Montezuma, Maria Ercilia de Araujo, Fernanda Campos de Almeida Carrer
Odontologia Social UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi analisar o grau de implementação, obstáculos e facilitadores, a partir do relato de atores que implementaram o programa de enfrentamento à cárie dentária no estado de São Paulo, que inseriu a odontologia de mínima intervenção nas atividades do Programa Saúde na Escola (PSE). Para isso, foram realizados Policy Labs® remotos (oficinas síncronas), após 6 meses do início do programa, que foram gravados, transcritos e analisados por meio de análise de conteúdo. As localidades foram classificadas nas diferentes fases de implementação (Hesitação, Tomada de Decisão, Planejamento, Piloto, Escala, Sustentabilidade) e identificaram-se os fatores críticos da implementação (obstáculos e facilitadores) pela perspectiva dos participantes. Foram realizadas 16 oficinas, com 16 Departamentos Regionais de Saúde (DRS) do estado de São Paulo, envolvendo 158 localidades (157 municípios e uma unidade da Secretaria de Saúde Indígena - SESAI). A maioria dos municípios estava na fase de planejamento (29,11%), seguida por fases avançadas da implementação (25,30%). Os principais obstáculos foram Recursos Humanos (62/158), Resistência dos Profissionais (32/158) e Aquisição de Produtos (30/158). Os principais facilitadores são Ações Coletivas (104/158), Adesão ao Tratamento Restaurador Atraumático (ART) nas Escolas (40/158) e Parceria com Escolas (37/158).

A implementação do programa encontra-se majoritariamente em fase de planejamento, os fatores críticos identificados revelam os obstáculos e avanços alcançados pelas localidades, evidenciando a necessidade de estratégias de apoio técnico/matricial, fortalecimento da gestão local e demonstrando o potencial de aplicação do método no Sistema Único de Saúde.

PNe0946 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 06/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Percepção do corpo no desempenho esportivo antes e após 1, 3 e 6 meses de uso do protetor bucal personalizado: resultados preliminares
Mariana Pires da Costa, Raphaella Silva de Souza, Letícia Lopes de Almeida da Silva, Maria Clara Frias Lobo Marinho, Giullie Anne de Souza Giffoni da Conceição, Tiago Braga Rabello, Marcela Baraúna Magno, Lucianne Cople Maia
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a percepção corporal no desempenho esportivo (PECOPES) antes e ao longo de seis meses de uso do protetor bucal (PB) personalizado. Foram incluídos atletas amadores entre 8 e 30 anos, que praticavam esportes no mínimo duas vezes na semana. Após anamnese, exame clínico e moldagem, foi confeccionado o PB personalizado. A PECOPES foi mensurada por instrumento validado com 20 questões (escore total de 0 a 100 pontos) e respostas em escala Likert, dividido em duas dimensões: 'física' (8 questões - maior escore indica maior exaustão) e 'técnico-tática' (12 questões - menor escore indica menor exaustão). A avaliação foi realizada antes da instalação (T0) e após 1 (T1), 3 (T2) e 6 meses (T3) de uso do PB. Aplicou-se ANOVA para medidas repetidas (α=5%) para comparação dos escores totais e por dimensão. Foram avaliados 40 atletas de diferentes modalidades esportivas (72% do sexo masculino, idade média de 18,3±6,2 anos). Não foram observadas diferenças significativas nos escores da dimensão física (T0= 25,5±5,08; T1=24,9±5,35; T2= 25,3±5,19; T3= 25±4,92; p=0,496) e técnico-tática (T0= 26±2,78; T1=25,6±3,10; T2= 25,4±2,96; T3= 25,7±2,94; p=0,588) em relação a PECOPES antes e após o uso do PB.

A percepção do corpo no desempenho esportivo físico ou técnico-tático, não foi alterada pelo uso do PB personalizado ao longo dos 6 meses de uso do dispositivo.

(Apoio: CNPq  N° 310225/2020-5   |  CAPES  N° DS 001)
PNe0947 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 06/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Qualidade do sono e comportamentos durante o sono em crianças e adolescentes com provável bruxismo do sono
Larissa Soares Lima da Silva, Julia do Couto de Paula, Claudia Maria Tavares-Silva, Lucianne Cople Maia
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a qualidade e os comportamentos durante o sono em crianças e adolescentes com provável bruxismo do sono. Foram avaliadas informações referentes aos dados clínicos odontológicos de crianças entre 5-10 anos e adolescentes entre 11-16 anos de idade tais como: cronotipo, qualidade do sono, comportamento do sono (7-16 anos), inventário dos hábitos de sono (2-6 anos) e horas de sono. As associações entre qualidade do sono e gênero, comportamentos como mexer muito e falar durante o sono, pesadelos, ronco e sonambulismo foram avaliadas pelos testes X2. Foram avaliadas 28 crianças, sendo 13 (46,4%) do sexo feminino e 15 (53,6%) do sexo masculino e, 7 adolescentes, 4 (57,1%) e 3 (42,9%). Entre as crianças, 12 (42,9%) possuíam o cronotipo matutino e 16 (57,1%), nem matutino, nem noturno; e, nos adolescentes 2 (28,6%) tinham cronotipo matutino e 5 (71,4%), nem matutino, nem noturno. A média da duração do sono dos participantes foi de 8,26 (DP ±1,57) horas. A qualidade do sono dos participantes foi considerada muito boa (5; 14,3%), boa (16; 45,7%), regular (9; 25,7%) e ruim (5; 14,3%). No inventário sobre hábitos do sono, 2 (25%) crianças foram classificados como sono normal e 6 (75%) como possível distúrbio. O comportamento do sono foi classificado como possível distúrbio em 92,6% dos participantes. Não houve associação da qualidade do sono, gênero, mexer durante o sono, pesadelos e ronco (p>0,05), porém observou-se associação entre a qualidade do sono e falar (p=0,004) e qualidade do sono e sonambulismo (p=0,027).

Embora a duração e a qualidade do sono de crianças e adolescentes tenham sido consideradas majoritariamente satisfatórias, a qualidade do sono esteve associada ao falar durante o sono e ao sonambulismo.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPERJ  N° E-26/201.175/2021)



.